Tudo novo.
25 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in

Quando é o momento de falar a verdade? SEMPRE. Ontem, super inesperadamente, fui questionado sobre um sentimento, sobre o meu sentimento. Não me contive e perguntei se era pra ser sincero, e se eu não iria assustar se falasse a verdade. Ouvi que não, que era pra ser sincero. Coincidentemente, eu já tinha pensado sobre isso durante essa semana, questionei a mim mesmo o que estava se passando aqui dentro, e por um milésimo de segundo ainda me questionei se deveria falar o que eu realmente estou sentindo, pois apesar de ter ouvido o contrário, tive medo de me precipitar. Nesse milésimo de segundo, juntamente com o furacão de pensamentos, decidi ser transparente, e disparei: "Sim, estou começando".

Sim, na verdade, já comecei a sentir tudo isso, já comecei a sentir tudo novo. Tudo novo!

E onde está a tal felicidade?
21 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in

Nessa vida, a gente busca tanta coisa não é? Passamos tanto tempo preocupados se vamos alcançar algo, se vamos atingir algum objetivo, enfim, é uma espécie de paranóia natural e comum a todos. Ditados que expressam isso podem ser citados aos montes, mas o único que pode ser considerado sensato é que 'A felicidade não é encontrada por quem se ocupa muito em procurar por ela'. Quando menos esperamos, você se vê feliz, realizado, contente, e olha pra trás e vê que você não buscou aquilo, e sim foi contemplado! No meu caso, foi exatamente isso que aconteceu. A tempos atrás, uma coisa cotidiana aconteceu, e eu não dei a mínima importância, a mínima. Talvez não tão mínima assim, pois me lembro muito bem, mas naquele momento, não era o que eu queria e o que eu buscava. E agora, muito tempo depois, aconteceu. E aconteceu naturalmente, porque era agora que tinha que acontecer. As coisas foram se encaminhando de tal forma que hoje é tão forte, tão intenso, tão real, que sobresai a qualquer outra situação. Erro por não ter feito acontecer da primeira vez? Não! De forma alguma. Ótimo que não aconteceu, eu não era maturo como sou hoje, não enfrentava as coisas como enfrento hoje, não via as coisas como vejo hoje, e é HOJE que tinha que ter acontecido. Talvez Deus tenha dado uma pequena prévia, decidiu cruzar os caminhos lá atrás, só pra sabermos que o outro existia, e que um dia os caminhos se cruzariam de novo, dessa vez pra se juntarem, e se tornarem um caminho só.
E é exatamente assim, por acaso, que a felicidade vem, se instala na gente, e fica, fazendo com que nossos músculos se contraiam de ansiedade para se ter, e se relaxem quando estamos juntos.
Estou adorando você, cada dia mais, cada vez mais.

Dependência, decadência, vivência.
12 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in

O ser humano é um bicho curioso, ainda mais se formos considerar que cada um é diferente do outro. Confesso que essa 'diversidade' me assusta, e me faz crer que nem se quiséssemos, conseguiríamos entender.
E essa questão de entender o outro já é uma pretensão passada pra mim, visto que nem eu tenho sido compreendido por mim mesmo. Essa metamorfose interior que muda, muda, muda, muda e muda, incansávelmente, e que um dia se comporta assim, e amanhã se comporta assado, como diria minha vó, é o que mais intriga (e irrita).
Sentir uma coisa forte, que parece sufocar seus pulmões a ponto de te matar, e no outro dia se fazer insignificante, insosso, chato. E o pior é pensar que no terceiro dia aquele sufoco volta. O que é isso? Sim, é loucura, mas uma loucura comum a maioria dos homens. Esse sufoco que parece ser dependência, que vai te levar pro poço se seu corpo se abster. Sim, dependência.
Aí vem o pensamento de que ninguém precisa de ninguém pra viver, todos somos auto-suficientes pra enfrentar a selva, que todos nascemos e a frase que o médico deveria falar é exatamente essa: 'Welcome to the jungle, baby', e te jogar no mundo pra você se virar. A gente sabe que não é assim, mas queria que fosse. Quem não queria bater no peito de dizer: SIM, EU VIVO SOZINHO, E VIVO BEM! Vai, na fé, você não vai conseguir, eu penso assim, e os mais crédulos da teoria anterior diriam que isso é decadência, decadência do ser-humano em achar que não consegue seguir sozinho. Tudo bem, cada um com sua opinião, eu continuo achando que não conseguimos, e não conseguimos, fato.
O que conforta é saber que tudo isso, aquele sufoco no peito, o baixo interesse no dia seguinte, o sufoco de novo, a vontade de viver sozinho, a necessidade de viver acompanhado (e como é bom viver acompanhado), tudo isso é vivência. VIVÊNCIA (em alto e bom Caps Lock), aquela que você vai contar pros seus filhos, netos, bisnetos, e vai lembrar quando tiver com sua bengalinha e sua cadeira de balanço na varanda. VIVA, seja sufocado pela decadência de achar que não consegue sozinho, ou sozinho na decadência de não ter alguém do lado. Por mais que eu tente, não consigo ser imparcial, sou um romântico nato, e não acredito na auto-suficiência sentimental, sentimento é algo que foi feito pra ser dado a outra, ou outras pessoas, não pra ficar trancado dentro de você. Um amor trancado no coração é como uma rosa guardada em uma caixa, e se me permitem a analogia, um dia essa rosa seca, e morre, e com o amor não vai ser diferente.
Das três opções dadas no título desse post, fico com a vivência. Nada de dependência, nada de decadência, VIVÊNCIA e só.
No último, no extremo, na tampa, vivendo da melhor, e maior forma, da mais abrangente, da mais intensa, da mais gostosa, da mais 'vivente' forma.

3, 2, 1, PLAY.

E essa figura chamada Curinga?
9 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in Marcadores:

No baralho, normalmente, o curinga é uma carta de conteúdo especial, com o desenho de um palhaço estilizado, às vezes com o escrito em inglês `joker`. Porém, em muitos jogos, outras cartas podem assumir o valor de curinga, como o dois no buraco. No jogo do poker, por exemplo, a carta muda de valor segundo a combinação de cartas que o parceiro tem na mão. Por extensão, em muitas atividades são denominados "curingas" uma peça ou pessoa que possa assumir o valor de outras. Mas quem é que não conhece o Coringa, do Batman? Aquele psicopata com aparência similar a um palhaço, cabelos verdes, pele branca e boca vermelha sempre sorridente, que busca sempre desafiar o Homem-Morcego, causando grandes danos em sua vida. Além disso, se considera um grande humorista, e usa armas inspiradas em comédia. Estas incluem uma luva com dispositivo elétrico (que dá um choque letal), tortas de cianeto e uma flor que espirra ácido. Sua marca registrada é o "gás do riso", um veneno que leva a vítima a morrer de tanto rir enrijecendo seus músculos e deixando-as com um sorriso no rosto, ao qual o Coringa é imune.
Bom, mas não é nenhum desses Curingas/Coringas que me interessa.
De tudo que já falei, pouca coisa pode ser adaptada ao meu Curinga. Conteúdo especial, isso ele tem de sobra, especial ao extremo. O meu Curinga também tem o célebre poder de assumir o valor das coisas, assim como assumiu valor a mim, um valor inestimável, incálculável, enorme. Essas são algumas características da carta do baralho que o meu curinga tem em si, mas confesso que ele não tem nada do personagem dos cinemas agregado a si mesmo. O meu curinga não tem nada de cabelos verdes, pele branca e boca vermelha, mas sei que a combinação de tais elementos dele são perfeitas, lindas, simétricas. Ele não causa dano nenhum, absolutamente, pelo contrário, traz coisas boas, gostosas, bonitas de sentir. Não se considera um humorista, mas é engraçado, agradável, envolvente, influenciador eu diria, e não usa armas, ou usa? Se seu sorriso e seu olhar (que eu confesso nunca ter visto nada tão hipnotizador como aquele olhar) puderem ser considerados armas, aí sim, ele faz uso delas muito bem.
Em todas as versões, seja no baralho, no cinema, ou aqui no mundo real, Curinga é uma figura interessante, que desperta curiosidade, que envolve, que atrai, que magnetiza. E deve ser por tudo isso que eu fui mais uma das milhões de vítimas dessa figura, se considerarmos todas as pessoas que perderam jogos de baralhos devido ao Curinga, todas as pessoas que assistiram aos filmes do Batmam e que criaram um elo com esse personagem, e eu, que de uns tempos pra cá, tenho sido tomado por um Curinga misterioso e encantador a cada dia.
Seja ele qual for, adote um curinga, você vai se sentir bem.

Você não me leva a sério.
6 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in

O que você vai dizer se eu disser que quero você?
Sim, eu sei que você vai rir.
O que você vai dizer se eu disser que você deixa meus dias mais limpos?
Tá, eu sei que você não vai me levar a sério.

Mas eu não quero ser levado a sério, eu só sei que isso é tudo, menos uma mentira.
Confiança é algo que não nasce da noite pro dia, e sei que você não confia em mim, nem nas minhas intenções.
Eu sei, sei sim, mas eu não quero saber de nada.

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim, eu sei, não é assim, mas deixa, deixa pra lá.
Ilusão? Não! Nada do que aconteceu foi ilusão, foi tudo muito real, real o bastante pra deixar marcas.

E afinal, o que são marcas, perto de feridas? Julgo que não sejam nada, visto que as últimas doem, e marcas também doem, mas menos.
Menos o bastante pra serem gostosas de sentir. As vezes.

Um dia, pensei em desistir, sim, diríamos que foi só um momento de fraqueza, porque eu não sou assim, e sabe o que você me disse? `Cedo demais para desistir não acha?` e eu concordei com você, na hora.
E tudo que tem acontecido tem sido mágico, marcante, gostoso, e leve. Mas nem sempre do jeito que eu gostaria que fosse.
Assim eu vou fazer, agir até onde achar que devo, e que posso.
Como já disse Fernando Pessoa em belos versos:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Só espero que eu não precise abandonar você. Na verdade, é a única coisa que eu espero.

Montanha...russa!
5 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in

Vamos começar esse post de uma forma bem "dramalhão mexicado" mesmo. Come on:
A nossa vida eh uma estrada, daquelas que a gente começa a seguir, em um caminho nada uniforme, com obstáculos, barreiras, buracos, morros, e mais uma porção de coisas que fazem dele um percurso trabalhoso (na versão mexicana seria 'doloroso'). Por uma outra visão, outra metáfora, vamos dizer assim, eu compararia a vida com uma montanha-russa, daquelas cheias de subidas, descidas, curvas, aquele negócio que vida de cabeça para baixo (loop?), enfim. O objetivo aqui não é descrever metafóricamente a vida, na verdade, a última coisa que esse post, ou melhor, esse blog inteiro tem é OBJETIVO. Mas voltando a vida, essa sim deve ter objetivos. Vários, objetivos esses que guiam, marcam, direcionam tudo que fazemos, ou que temos que fazer. Eu, particularmente, passei por um loop (?) agora, e atualmente tô numa descida do caralho, e o pior, lá no final, tem dois caminhos, duas ramificações, que só existem na minha montanha-russa, eu sei, mas tem. Uma fala: 'Vai, SE JOGA!' e a outra fala: 'SEGURA A ONDA!', e a descida já tá acabando, e eu ainda não sei pra qual lado ir.
Problema? Não! Eu diria solução, no final eu vou saber se é a solução dos meus problemas, que ultimamente têm sido poucos, graças a Deus, mas enfim, ah, cansei.

Esperemos os próximos capítulos desse dramalhão. Meu dramalhão. Querido dramalhão.

A velha história de Fênix.
3 de abr. de 2010 by Rhaiffe Ortiz in

Sim! Todos estão cansados de saber da história da Fênix, e meu papel aqui não é relembrar ela pra ninguém. Só acho digno dizer que agora sei que aquela história é adaptável à vida de qualquer um, assim como se adaptou à minha. Fênix, que morre e revive das cinzas. Cinzas, sinal incostestável do fim. Fim, irreversível fim. Pronto, achamos o erro da história, o fim não é irreversível, não mesmo. Mas o que mais encanta nessa história, e o mais propício também, é que não precisa-se renascer do mesmo lugar de onde morreu. Não mesmo, e digo que nascer em outro lugar, em outra situação, é o melhor de tudo.
Tudo, tempos depois de se pensar única e exclusivamente no nada. Nada, esse sim morreu, e não tem o direito de dar uma de Fênix por aí. Tudo, é isso que importa, o Tudo, que agora vale mais que tudo.
Metáforicamente escrito, sim, esse mesmo o meu objetivo. E não se enganem que escrevo isso pra que entendam, escrevo por que quero.
Fênix, cinzas, fim, renascer, tudo, nada. Todas elas podem ser importantes, só depende do que se considera.